Camila Rodrigues resolveu abrir o baú para expor um dos momentos mais tensos do início de sua carreira. Em 2005, quando estreava na novela 'América', de Gloria Perez, a atriz enfrentou rejeição de um dos diretores da trama.
Em entrevista para o podcast TudoPod, Camila considera que o momento foi caótico: “Normalmente tenho experiências muito boas, tenho que agradecer demais. No meu início, não. No meu início foi conturbado. Minha primeira novela das nove, América, tem bastante tempo. Eu era muito nova, e tinha um pouco do ego dos diretores”.
A intérprete de Mari, irmã de Sol, vivida por Deborah Secco, sentia o desafeto pessoal. “Um diretor de lá não me queria [no elenco], então ficou um jogo contra a minha pessoa, e eu não tinha nada a ver com isso. Só estava ali tentando fazer o meu trabalho. Não foi legal. As pessoas não me tratavam bem. Alguns diretores não me tratavam bem... ficou um clima".
Na época, ela contracenava com Thiago Lacerda (o Matteo da novela 'Terra Nostra'), que vivia o vilão Alex. Diante disso, sentia diferença no tratamento com o ator.
“Era assim: ‘Ai, Ti, fica aqui, tá? E, garota, fica aqui, por favor… Alguém dá um jeito no cabelo dessa garota, pelo amor de Deus’”, conta ela, fortalecendo a grosseria do diretor.
“Eu saía de lá chorando. Chorei muito. Na verdade, fingia que nada estava acontecendo. Imagina: primeiro trabalho, o sonho da sua vida. Mas isso foi muito no início.”, completou.
Camila também citou os nomes do próprio Thiago Lacerda e do saudoso Paulo Goulart, que vivia seu pai, como colegas que a apoiaram.
Embora a situação fosse dramática, a veterana, hoje, aos 42 anos, não guardou mágoas. “Na verdade, acho que não era nada comigo. Era uma coisa deles, que acabou respingando em mim”.
Apesar de não citar nomes, Camila considera que foi uma pessoa importante nos bastidores. Vale lembrar que o diretor Jayme Monjardim deixou a novela por desavenças com a novelista, sendo, então, substituído por Marcos Schechtman.